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colaboração para a Folha Online
A Executiva do PT do Rio de Janeiro decidiu na segunda-feira marcar para o dia 28 de março a prévia que irá escolher o candidato do partido ao Senado.
A escolha será feita entre o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, e a secretária de Assistência Social, Benedita da Silva. Podem votar os cerca de 100 mil filiados do partido no Rio.
Segundo o deputado Luiz Sérgio, presidente do partido no Estado, o ideal era que não houvesse prévia, mas um acordo não pode ser feito entre os dois pré-candidatos.
Antes da decisão do PT do Rio na manhã de ontem, os dois pré-candidatos participaram no domingo da inauguração de um hospital na Baixada Fluminense com a presença da ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência.
Ontem, em outro evento no Rio, Benedita ficou ao lado de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na sexta-feira passada, o Diretório Nacional do PT aprovou uma recomendação aos filiados considerando "inconveniente" e "inoportuna" a realização de prévias nos Estados para a definição dos candidatos do partido ao Senado ou ao governo.
Segundo integrantes do diretório, a intenção da cúpula petista será de "constranger" e "desautorizar politicamente" as tentativas de disputa interna, apesar de a tese que defendia proibição clara das prévias ter sido derrotada.
O impasse no Rio não será o único que deve contrair a orientação do PT nacional. Em Recife, o ex-prefeito João Paulo (PT) disse que vai tentar seguir a recomendação do partido para chegar a um entendimento com o secretário Humberto Costa (Cidades). Os dois disputam a indicação do PT para o Senado.
No Distrito Federal, o PT já marcou prévias para o dia 21 de março para escolher se o deputado Geraldo Magela ou o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz será o candidato da legenda ao governo local.
Outro impasse está em Minas Gerais, onde o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel disputa com o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) a indicação para a candidatura ao governo do Estado. Além dos dois petistas, o ministro Hélio Costa (Comunicações), aliado de Lula, negocia uma solução com o PT para evitar o racha da base aliada em Minas.
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