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Aécio nega que PSDB esteja perdendo tempo e diz que campanha está longe

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da Folha Online

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), negou nesta terça-feira que o PSDB esteja perdendo tempo na disputa pela Presidência da República por apoiar a decisão do tucano José Serra de dar prioridade ao governo de São Paulo.

"Não acredito [que o PSDB perde tempo]. Não tenho essa aflição que vejo em muitas figuras hoje, não apenas do meu partido, mas que nos apoiam. A campanha está longe ainda de ter ainda o seu ápice. A campanha está longe ainda do debate. E acredito firmemente que no momento em que houver o debate entre os candidatos, o governador de São Paulo, José Serra, tem todas as condições de enfrentá-lo e, pela sua história de vida, tem todas as condições de vencer essas eleições", afirmou.

Aécio também pediu o fim das especulações sobre a possível desistência de Serra. "É preciso que paremos de uma ver por todas com essas especulações de que é possível haver uma mudança, uma alteração. O momento é dele, temos um extraordinário candidato chamado José Serra e caberá a mim apoiá-lo", afirmou.

Ontem, o presidente do PSDB paulista, deputado Mendes Thame, avaliou que a queda de Serra nas pesquisas de intenção de votos é resultado de sua opção por dar preferência ao governo de São Paulo neste início de ano.

"Quem não faz campanha, evidentemente paga um preço por isso. Até o momento, a candidatura Dilma [Rousseff] é a única", afirmou nesta segunda-feira antes de encontro do diretório em São Paulo. Ele classificou a postura da ministra petista de ilegal.

Na avaliação de Thame, Serra pode recuperar o tempo perdido depois da desincompatibilização, que acontece até o dia 3 de abril. Ele admitiu que existe uma ansiedade da militância tucano em relação a demora do governador. No entanto, não existe "pressão", segundo o deputado.

Para justificar seu argumento de que há tempo de recuperação, o deputado explica que a campanha tucana terá três momentos. O primeiro começa quando Serra sair do cargo. A campanha propriamente dita, avalia o dirigente, só depois da convenção que irá oficializar a candidatura, em junho. Thame afirmou ainda que a campanha entra em outra fase depois do começo da propaganda na televisão.

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