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Serra vai priorizar governo antes de começar a cuidar da campanha, diz Guerra

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio à pressão para que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lance sua pré-candidatura à Presidência da República, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta terça-feira que o tucano não vai cuidar de sua campanha antes de deixar o governo do Estado.

Guerra negou que o PSDB tenha marcado o lançamento da pré-candidatura de Serra para o final de março ao afirmar que o governador vai priorizar até lá inaugurações de obras realizadas no Estado.

"O governador Serra há muito tempo comunica a todos nós que não vai cuidar da campanha dele antes de se afastar do governo. Algumas pessoas concordam com isso, outras não, mas o fato é que estamos há 15 dias nesse desenlace. A opinião do governador vai prevalecer e todos nós acatamos", afirmou.

Guerra disse que, depois de Serra evitar lançar sua candidatura desde o fim do ano passado, não vai acelerar o processo para agradar setores do partido. "O cronograma do governador estará cumprido. Ele será governador até o último momento. Logo a seguir vamos cuidar dessa questão [candidatura]", afirmou.

Questionado sobre o nome do PSDB para disputar a vice-presidência na chapa de Serra, Guerra disse que essa a discussão só ocorrerá depois que a candidatura tucana estiver consolidada. "Vice é uma escolha que se faz no conjunto das forças que vão fazer a campanha de presidente. Não é uma escolha isolada do candidato a presidente, do PSDB ou de qualquer partido. Isso precisa ser visto no momento oportuno, não agora", disse.

Guerra descartou a possibilidade do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disputar a vice na chapa de Serra. Segundo o tucano, o parlamentar tem outros projetos nas eleições de outubro desvinculados da corrida presidencial. "O Tasso seria o melhor vice a qualquer chapa brasileira, como seria um excelente candidato à Presidência da República. Mas este é absolutamente um projeto que não está fixado nele", afirmou.

O tucano admitiu que o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), era o nome de consenso dentro do partido para a vice. Como Aécio não aceitou o convite, Guerra disse que a discussão acabou adiada.

Esvaziamento

A direção do PSDB de São Paulo decidiu esvaziar ontem reunião marcada para discutir as estratégias do partido para as eleições presidencial e estadual. Das 47 coordenadorias regionais que participariam do encontro, foram chamadas apenas sete das regiões metropolitanas --Grande São Paulo, Baixada Santista e Campinas. Também estavam convidados os 40 deputados do PSDB no Estado (18 federais e 24 estaduais) e os 20 membros da Executiva do diretório.

A decisão foi tomada na última na sexta-feira pela legenda, que encaminhou uma mensagem aos membros do partido informando sobre a restrição. O encontro, que não seria divulgado oficialmente, foi noticiado pela imprensa no mesmo dia. Com o impasse para Serra decidir a candidatura, os tucanos avaliaram como melhor alternativa esperar o governador formalizar a pré-candidatura antes de discutir estratégias de campanha.

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