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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O pedido da defesa do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), para ter conversas reservadas com o ex-democrata ainda não foi avaliado pelo ministro Fernando Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Gonçalves pediu nesta terça-feira que o Ministério Público Federal se manifeste a respeito da solicitação dos advogados antes de decidir.
O ministro, que é o responsável pelas investigações do esquema de arrecadação e pagamento de propina que envolve o governador afastado, permitiu, no entanto, que Arruda seja consultado por um médico particular na Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro.
O advogado Nélio Machado, que defende Arruda, disse à Folha Online no sábado que pretendia "endurecer" e exigir privacidade nas visitas a Arruda, para evitar que "policiais fiquem à espreita ouvindo as conversas".
Arruda está preso tem 16,8 m2 e está mobiliada com cama com colchão, mesa com cadeira estofada, sofá de três lugares, armário com duas portas, frigobar e ar-condicionado.
"Estão divulgando fotos mostrando que a sala tem frigobar e ar-candicionado. Mas ninguém fala que ele [Arruda] não pode ir ao banheiro sozinho, fica o tempo todo com a porta aberta e é vigiado o tempo todo por policiais", disse Machado.
Questionado se o fato de estar sob a custódia da PF não justificaria a vigilância permanente, o advogado retrucou. "Mas ele está sem nenhuma privacidade", disse.
Machado disse que a partir das próximas visitar vai pedir o cumprimento da lei no que se refere à relação advogado-cliente e exigir privacidade. "Não quero mais portas abertas nem policiais à espreita ouvindo as conversas", afirmou.
A prisão de Arruda foi determinada no dia 11 de fevereiro pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) que acolheu a denúncia do Ministério Público Federal de que ele obstruía as investigações do esquema de corrupção.
Arruda e outras cinco pessoas são acusadas de tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina no DF.
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