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Alencar volta a dizer que candidatura depende de sua saúde

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PHILLIP DÂNTOM
colaboração para a Folha Online

O vice-presidente José Alencar voltou a afirmar nesta terça-feira que só vai decidir se concorrerá a algum cargo nas próximas eleições depois que tiver um parecer completo dos médicos sobre sua saúde. Nos próximos dias 16 e 17 de março, o vice-presidente realiza uma nova bateria de exames que, segundo ele, vai definir seu futuro na política.

"Não tem cabimento eu ser candidato se não estiver bem de saúde. [...] Eu tenho que obedecer a orientação médica. Ainda que eu acredite é em Deus, eu obedeço os médicos", disse.

Alencar é apontado como o candidato a governador que unificaria a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais, onde três nomes do governo postulam a vaga de candidato à sucessão de Aécio Neves (PSDB) contra Antônio Anastasia (PSDB).

Disputam o apoio do presidente Lula e o palanque da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no Estado o ministro peemedebista Hélio Costa (Comunicações), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Mas apesar de se dizer feliz por ver que seu nome é consenso, Alencar mais uma vez deu a entender que se for candidato será a uma cadeira no Senado. "Confesso que prefiro uma candidatura ao Legislativo. Até porque tenho 78 anos e quando terminar meu mandato [de vice-presidente] terei 79. E eu sei que a agenda do Executivo é mais pesada. [...] A não ser que os médicos digam que eu tenho mais 20 ou 30 anos garantido", brincou.

Como vice-presidente, Alencar pode ficar no cargo para ser candidato em outubro. No entanto, a partir de 3 abril, seis meses antes das eleições, não poderá mais exercer a Presidência.

Tratamento

Alencar trata um câncer na região abdominal, luta contra a doença há cerca de 12 anos e já passou por 15 cirurgias. Ele retomou as sessões de quimioterapia no início de setembro do ano passado, pouco depois de exames terem demonstrado que os tumores abdominais haviam voltado a crescer. Por isso, interrompeu o tratamento experimental a que se submetia nos Estados Unidos.

No ano passado, ficou internado por três dias após apresentar níveis baixos de hemoglobina, leucócitos e plaquetas. No final de outubro, no entanto, Alencar disse que os exames haviam mostrado uma redução substancial dos tumores.

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